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HISTÓRICO: AMIANTO NA CONSTRUÇÃO
A inalação de fibras libertadas pelo amianto presente nos edifícios representa um grave problema de saúde pública.
Segundo estudos de especialistas em saúde ocupacional, como J. Peto em "The European Mesothelioma Epidemic" (Londres, 1999), estima-se que nos próximos 30 anos 500.000 pessoas morrerão devido a doenças relacionadas com as fibras de amianto. Por sua vez, A. Tossavainen projecta que, nos países industrializados, 30.000 pessoas morrerão de cancro associado a este material.
Em Espanha, a Ordem de 7 de Dezembro de 2001 proibiu completamente a utilização de amianto e de materiais que o contenham.
O termo "amianto" abrange uma variedade de materiais minerais fibrosos, todos eles metassilicatos complexos com capacidade de quebrar sob pressão. Estes materiais, como a amosite, a antofilita e a crisotila, foram amplamente utilizados devido a propriedades como:
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Incombustibilidade.
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Capacidade de isolamento térmico.
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Resistência a altas temperaturas.
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Baixo custo.
Desde 1989 e até à sua proibição final, os regulamentos espanhóis exigiam que os materiais que contêm amianto fossem claramente rotulados para informar os utilizadores sobre os seus riscos.
Desde a proibição total, o principal perigo de inalação de fibras de amianto recai sobre os trabalhadores envolvidos na reabilitação, manutenção e demolição de edifícios com este material. Os resíduos derivados devem ser considerados “resíduos especiais” e preferencialmente tratados por inertização e encapsulamento, em vez de desmantelamento, para minimizar o risco de libertação de fibras.
Além disso, os aterros de produtos de construção na Europa geram diariamente níveis descontrolados de libertação de fibras, provocando uma poluição ambiental difícil de quantificar.
Existem referências sobre produtos que continham amianto e que podem agora ser inertizados e encapsulados. A maior parte destes materiais foi utilizada entre 1965 e 1990 e encontra-se em edifícios desta época.
SOLUÇÕES PARA O AMIANTO
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Aterro controlado : Gestão como resíduo especial.
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Inertização e encapsulamento : Utilização de tinta certificada.
A regulamentação prioriza a minimização do manuseamento de materiais com amianto para reduzir a libertação de fibras perigosas. Os projetos devem focar-se no encapsulamento e selagem de materiais sem a necessidade de os desmontar.
O procedimento recomendado consiste em três etapas:
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Identificação :
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Pré-diagnóstico.
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Avaliação de risco.
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Diagnóstico.
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Intervenção :
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Limpeza.
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Selado.
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Encapsulado com tinta certificada .
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Manutenção :
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Implementação de um plano de manutenção de acordo com a Lei de Ordenamento do Território (LOE).
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ESTRATÉGIAS DE SUBSTITUIÇÃO DE AMIANTO NA CONSTRUÇÃO
Os materiais que anteriormente continham amianto foram substituídos por alternativas seguras, tais como:
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Chapas de aço ou galvanizadas.
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Materiais compostos por perlite, vermiculite, argilas expandidas e silicatos.
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Condutas de ferro fundido ou plástico.
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Ladrilhos cerâmicos.
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Tanques de poliéster revestidos.
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Isolamento com espumas plásticas.
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Lã metálica (aço, zinco, cobre).
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Fibras de carbono.
PRESENÇA DE AMIANTO EM EDIFÍCIOS
Os edifícios construídos entre 1965 e 1990 contêm, geralmente, amianto em:
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Revestimentos de pilares e vigas metálicas.
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Garagens (estruturas e tubagens).
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Zonas industriais (isoladas e termicamente isoladas).
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Tetos falsos (placas de fibra prensada, comuns nos escritórios).
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Tubagens de água e tanques de água potável.
SOLUÇÃO CERTIFICADA PARA ENCAPSULAMENTO DE AMIANTO
Se quiser saber mais sobre o processo ou a pintura, deixamos o link direto para outro artigo onde falamos sobre Como prolongar a vida útil dos telhados de Uralita com tinta certificada
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